Ripado, porta sem puxador e cozinha integrada: o que está em alta agora
A frente ripada saiu do living e entrou na cozinha. A porta sem puxador virou pedido padrão nos projetos que chegam. O risco não é seguir a tendência: é espalhar textura demais e perder a linguagem do espaço.
- Nos projetos e nas conversas que chegam à fábrica agora, o pedido mais comum é a cozinha que some na sala: painéis contínuos, eletros embutidos e a mesma madeira atravessando os ambientes.
- Na nossa prática, o ripado funciona melhor como destaque (cerca de 30 a 40% das frentes). Em todas as portas, o espaço fica barulhento.
- Porta sem puxador continua pedida nos nossos projetos. No dia a dia que acompanhamos depois da montagem, cava embutida costuma envelhecer melhor do que push-to-open em gavetão pesado.

Imagem gerada por inteligência artificial
De tempos em tempos uma solução vira quase automática na conversa. Agora, na Móveis Unghero, é o trio ripado, frente limpa e cozinha que não parece cozinha. Não é moda inventada em catálogo. É o que arquiteto e cliente pedem juntos, e o que a gente ouve na primeira visita.
Por que o ripado saiu do painel de TV e foi para a cozinha?
Porque a cozinha integrada precisa de textura sem parecer área técnica. O ripado entrega ritmo sem depender de puxador aparente.
Por anos o ripado ficou no living: divisor, home, cabeceira. Na nossa fábrica e nos projetos que recebemos em 2025 e 2026, ele atravessou a bancada. Frentes usinadas em CNC chegam no tamanho do módulo e se comportam como porta comum, o que barateou a execução e popularizou o visual nos pedidos que chegam.
O ponto fino: ripado em tudo cansa. Nos projetos da gente, ele costuma marcar a peça que organiza o ambiente (divisor, torre, painel que esconde eletro) e conversa com frentes lisas no restante. Assim a madeira continua a mesma, mas o olho tem onde pousar.
Porta sem puxador ainda vale, ou já passou?
Nos nossos projetos, ainda vale. O que mudou é a ferragem: cava embutida no uso diário, push-to-open com critério.
A frente limpa continua pedida porque a cozinha aberta para a sala não aguenta puxador colorido nem barra grande. O desenho some na parede e a iluminação embutida faz o trabalho de destaque.
Na fábrica, push-to-open em módulo aéreo ou de uso esporádico funciona bem. Em gavetão de panela, o dedo cansa e a ferragem sofre. Perfil cava (o recorte na própria porta) costuma ser a escolha que o cliente agradece depois de alguns meses de uso, pelo que a gente vê na assistência e nas visitas de regulagem.
O que realmente muda quando a cozinha some na sala?
A marcenaria deixa de ser um conjunto de armários e vira uma parede contínua: mesma madeira, mesma altura, mesmos encontros.
Integração total não é só derrubar parede. É decidir que a torre da geladeira, a cristaleira e o painel do living falam a mesma língua. Quando a madeira muda de ambiente para ambiente, o apartamento parece um mosaico de reformas.
É por isso que, na Móveis Unghero, o melhor trabalho acontece quando a marcenaria percorre o espaço inteiro, do social ao íntimo, com a mesma linguagem. A tendência de agora combina com o que a gente já faz. Não é um adorno isolado na cozinha.
O que costumamos combinar (e o que evitamos) neste momento
- Ripado em destaque e frentes lisas no restante (não ripado em todas as portas)
- Uma madeira principal atravessando cozinha, living e, se couber, dormitório
- Eletros embutidos ou escondidos atrás de painel, com ventilação resolvida no desenho
- Cava ou perfil discreto no uso diário; push-to-open só onde o toque é leve
- Evitar puxador aparente chamativo em cozinha aberta para a sala
Tendência boa é a que sobrevive ao uso. Ripado e frente limpa pedem detalhe de fábrica: alinhamento, ferragem certa, encontro de painéis. Sem isso, o visual que bombou no Pinterest vira porta desalinhada em poucos meses. Se a conversa for por aí, a gente desenha o equilíbrio antes de orçar.
Marcenaria sob medida em Farroupilha desde 2006.
Revisão técnicaEduardo Radin
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